CSPM marca presença na “3ª Marcha da Classe Trabalhadora” e lidera luta por negociação no serviço público

CSPM marca presença na “3ª Marcha da Classe Trabalhadora” e lidera luta por negociação no serviço público

A CSPM se uniu a pelo menos 15 mil trabalhadores de todo o País na Esplanada dos Ministérios na última quarta, 15 de abril, durante a 3ª Marcha da Classe Trabalhadora. A mobilização teve como ponto de partida a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), realizada na parte da manhã. A ação foi convocada pelas centrais sindicais em resposta ao envio do projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais sem corte salarial. Além da pauta que dominou as manchetes, um grito ecoou com força entre as faixas verdes e amarelas da CSPM: o direito dos Servidores públicos à negociação coletiva.

Entre os eixos principais de reivindicação estão:

  • Fim da escala 6×1;
  • Redução da jornada sem redução salarial;
  • Regulamentação do trabalho por aplicativos;
  • Combate à pejotização;
  • Fortalecimento das negociações coletivas;
  • Direito de negociação para servidores públicos;
  • Combate à violência contra as mulheres.

“SEM NEGOCIAÇÃO, NÃO HÁ DIÁLOGO”

A Confederação esteve representada por dirigentes das cidades de Americana, Guarulhos, Olímpia e Santa Rosa de Viterbo, que marcharam com faixas, bandeiras e camisetas padronizadas ao lado de bancários, metalúrgicos, professores, petroleiros e entregadores por aplicativo. Enquanto a redução da jornada na iniciativa privada avançava no noticiário, os Servidores municipais transformaram a marcha em um palanque para a principal pauta que nos une: a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante o direito à negociação coletiva no setor público. Hoje, sem esse instrumento, prefeitos e gestores se recusam a dialogar, e Servidores precisam recorrer à greve apenas para serem recebidos.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“O Servidor público municipal está na ponta: é o Professor da creche, o Agente de Saúde, o Fiscal de Obras, o trabalhador da limpeza urbana. Esse profissional não pode continuar refém da boa vontade de prefeitos que se recusam a sentar à mesa. A Convenção 151 precisa sair do papel, e a CSPM está aqui para cobrar isso com voz firme. Queremos o direito de negociar salários, plano de carreira e condições de trabalho. Sem negociação coletiva, o Servidor municipal fica desarmado”, resumiu nosso presidente Aires Ribeiro.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

MOBILIZAÇÃO SEGUE ATÉ 1º DE MAIO

A marcha desta quarta (15) integra um calendário nacional que terá seu ápice no Dia do Trabalhador, com atos programados em todas as capitais. Para a CSPM, o desafio imediato é duplo: apoiar a aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso e, simultaneamente, pressionar pela regulamentação da negociação coletiva no serviço público.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“Não vamos parar por aqui. O projeto da jornada é uma vitória importante, mas os Servidores municipais têm uma pauta própria que não pode ser ignorada. Vamos intensificar o diálogo com os parlamentares e preparar nossas bases para os próximos atos. Negociação coletiva já! Convenção 151 na prática!”, concluiu Aires Ribeiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

×