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ENTREVISTA Brasília, 10 de novembro de 2017

ENTREVISTA - José Antunes, de Itapecerica/SP Dividido entre duas paixões: música e sindicalismo

José Antunes Filho é uma liderança de luta no funcionalismo municipal de Itapecerica da Serra

Nosso entrevistado nasceu em Pernambuco, na cidade de Maraial, região da Zona da Mata. É exemplo de luta, perseverança e acredita em dias melhores. José Antunes Filho é dirigente do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Itapecerica da Serra (SFPMIS). Aos 15 anos de idade, em busca de um futuro melhor, veio a São Paulo conquistar uma melhor formação intelectual e profissional.

Ainda em sua terra natal, encorajado pelo desafio da falta de trabalho e perspectiva de ascensão no mercado, decidiu dar novo rumo à sua vida. Acolhido por amigos que o abrigaram quando chegou na Capital Paulista, seguiu firme na meta de crescer como cidadão de bem e lutar por uma vida melhor. Hoje, é um líder sindical com a serenidade e competência necessária para conduzir o setor com maestria.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA A SEGUIR

José Antunes Filho é dirigente do Sindicato
dos Servidores de Itapecerica da Serra. Faz
um trabalho árduo em prol do setor público
1) Antunes, conte-nos um pouco mais como foi sua trajetória de vida.
Vim de uma família extremamente simples, mas de pessoas de muito caráter. Acredito que esse é um fator muito importante na vida de qualquer cidadão de bem. Enfim, comecei a trabalhar muito cedo por conta das condições em minha casa. Qundo completei meus nove anos de idade já carregava compras na feira, também como ajudante em padaria e assim como os garotos da época, fui para a roça e não escapei do corte de cana no interior.

2) Ao chegar em São Paulo, quais profissões exerceu?
Bom, aqui, já fiz quase de tudo antes de me tornar Servidor municipal. Já fui pintor, ajudante de pedreiro, trabalhei em oficina de confecção de tecidos e, por bastante tempo, também fui eletricista de manutenção. Depois, comecei a me envolver com a música e passei a aperfeiçoar esse dom que trago comigo até os dias atuais. Em determinado momento percebi que o melhor a fazer era me tornar Servidor devido a estabilidade e benefícios que o funcionalismo pode oferecer.

3) E como ocorreu sua entrada no serviço público?
Na verdade, foi um desafio muito diferente, porque era serviço braçal, não era bem o que eu queria, mas a necessidade falou mais alto. Então, eu encarei da forma que deveria, arregacei as mangas e fui trabalhar, mas sem deixar meus objetivos de lado. Foi bem difícil, mas graças a Deus eu consegui corresponder às expectativas e vivi um dia de cada vez. Com o tempo passei a ver maiores possibilidades.

4) Você estudou para concorrer ao cargo, e quais possibilidades eram essas?
Para o Serviço braçal não houve a necessidade de muito estudo. Com o conhecimento que eu já possuía, passei bem nas provas. Com relação às novas possibilidades, como a música sempre fez parte na minha vida, resolvi disputar um cargo na área. Aí sim me preparei um pouco mais para as provas. Me saí muito bem e fui aprovado em segundo lugar como regente. Hoje estou realizado.


Presente em assembleias, confraternizações e reuniões , sempre está onde é preciso prestar apoio

5) Nos conte um pouco sobre a história da música em sua vida.
Em Pernambuco, tocava corneta em uma fanfarra. Depois de vir para São Paulo, por conta da correria, deixei um pouco de lado. Em 1998, fiz aula de teclado e logo após comecei a participar do coral da USP (Universidade de São Paulo), e lá fiz aula de percepção e técnica vocal. Na sequência, fui tocar na banda municipal de Embu Guaçu e lá pude iniciar como monitor de naipe, o que me ajudou a retomar o gosto pela arte. Posteriormente, já como Servidor em Itapecerica, fiz parte também da banda local e surgiu a oportunidade de assumir a regência do coral da 3ª idade.

Continuei a aperfeiçoar os conhecimentos por meio de vários cursos e, em 2005, comecei a fazer faculdade de composição e regência na Universidade Carlos Gomes. Como sempre, durante esse processo de estudos, contei com a parceria e apoio fundamental da minha esposa Célia Semmelmann, que nos momentos de dificuldade me ajudou a seguir em frente com a cabeça erguida. Me formei em 2009. Fiquei por oito anos exercendo a função de regente, porém, nesse meio tempo, terminei meus estudos para poder assumir o cargo referente a um concurso que havia prestado em 2002. Após um longo processo burocrático, formalizei minha atividade na Prefeitura. A música sempre fez e continua fazendo parte da minha história, e, ainda hoje, faço a regência de coral e Bigband de advogados.

6) Como iniciou seu envolvimento com o setor público?
No ano de 2009, quando já fazia parte da diretoria da associação dos Servidores Municipais, me aproximei do companheiro Adalberto Félix, nosso atual presidente, para conhecer de perto as ações da entidade e os projetos mais abrangentes. A partir daí começamos a caminhar juntos, e, em 2010, reunimos a diretoria para formação do Sindicato. Essa mudança foi feita e pouco tempo depois já estávamos com a nossa Certidão Sindical. Desde então, começou a luta propriamente dita.

7) Como foi assumir a presidência interina do Sindicato?
Na atual diretoria sou secretário-geral, no entanto, com a saída do companheiro Adalberto para disputar as eleições municipais em 2016, tive a honra de assumir a presidência por escolha dos demais dirigentes. Mas logo de cara já iniciei com uma luta muito importante para a categoria, que foi relacionada à Saúde. Tudo acabou correndo bem. Depois, com o retorno do Adalberto voltei às atividades normais.

8) Fale um pouco sobre esse desafio, o que aconteceu nesse momento?
Logo quando assumi interinamente, o funcionalismo travou uma luta com a Administração Municipal na tentativa de manter o plano de saúde. Ocorreu que a Prefeitura mudou a atual operadora, de excelente qualidade, por outra de nível muito inferior e fora da área de atendimento. Compramos a briga e realizamos assembleias, atos e por fim, com aprovação da categoria, nosso Jurídico impetrou uma ação para pedir avaliação da transição. Conquistamos uma vitória!


José Antunes é um homem carismátiico que está sempre muito disposto a defender os seus ideais

9) Conseguiu alcançar algum ganho durante sua gestão?
Sim. Ganhamos uma ação muito importante sobre as férias para os Servidores que contempla toda a categoria. Trata-se da súmula 450, que trata do pagamento do dobro das férias não quitadas dentro do prazo legal pela Administração Municipal. A 2ª Vara do Trabalho daqui de Itapecerica da Serra julgou procedente ação coletiva impetrada pelos nossos advogados. Agora, muitos dos que foram prejudicados por esta arbitrariedade e comprovaram puderam receber de forma legal.

10) Pode contar como foi a conquista da Área de Lazer do Sindicato?
A atual Área de Lazer e futura sede do Sindicato é um sonho que, graças a Deus, com apoio da categoria conseguimos realizar. O terreno pertencia à associação há mais de 20 anos e quase o perdemos por conta de impostos atrasados. Colocamos a casa em ordem e regularizamos a situação. Com isso, demos início à realização do projeto. Em pouco tempo conseguimos executar a obra com a construção de piscinas adulto e infantil, lanchonete, salas e um espaço para reuniões e afins.

11) Qual o papel da CSPM para o funcionalismo de Itapecerica?
A Confederação representa para os nossos Servidores uma verdadeira parceria de força. É uma Federação muito participativa, presente nos momentos de maior necessidade e atua de maneira combativa. Desde que nos filiamos, só temos a agradecer. Assim como ajudamos dirigentes de outras entidades em suas aflições, quando precisamos temos também o auxílio dos companheiros. O presidente Aires é uma pessoa de fácil convívio e inteligente. Só temos elogios a fazer sobre ele.

12) Deixe uma mensagem para os dirigentes de todo o País.
Nesse momento de grandes tentativas de retrocessos e desmandos, não podemos abaixar a cabeça e dar por vencidos. É nessa hora que precisamos dar um grito de guerrabem alto, dobrar as mangas e mostrar que em uma democracia o povo tem o direito de dar sua opinião e lutar contra retirada de direitos. Se nós, sindicalistas nos unirmos, podemos marcar um tempo de grande transformação para o País.

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Antunes é apaixonado por música e alimenta o sentimento regendo coral e no Bigband advogados
 
 
 
 
 


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